Égua que relinchou ao ver tutor em caixão foi levada ao velório a pedido da filha dele em SC: 'Muito emocionante'
29/04/2026
(Foto: Reprodução) Égua relincha e emociona familiares durante velório do dono em Blumenau, SC
Quando pediu para levar a égua Nina para o velório do pai em Blumenau (SC), Daiane Krug Palmeira queria que o animal se despedisse do tutor, Pedro Krug, de 70 anos. Quando o equino relinchou ao vê-lo no caixão, toda a família se emocionou.
"Ensinou a dar a pata e pedia para ela deitar no ombro dele e ela deitava a cabeça. Enfim, ele tinha uma relação de muito amor com ela. Ele sempre foi apaixonado por animais", contou Daiane.
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O velório ocorreu na segunda-feira (27) e o momento em que o animal foi levado para se despedir do tutor foi filmado. É possível ver que a égua é puxada até perto do caixão e, ao se aproximar do corpo do tutor, ela relincha. O equino continua perto do dono, enquanto recebe carinho de outras pessoas (assista acima).
Égua relincha no velório do tutor em Blumenau
Reprodução/Redes sociais
Ao g1, Daiane contou que seu pai era tutor da égua Nina há oito anos. Segundo ela, o pai domou e deixou o equino manso.
"Uma das alegrias dele era colocar as crianças para andar nela. Fazia a alegria da criançada, outra paixão dele", disse a filha.
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Pedro Krug com a égua Nina
Daiane Cristina Krug Palmeira/Arquivo pessoal
Tutor teve três tumores cerebrais
A filha contou que a égua ficava em uma baia na entrada da casa de Pedro e costumava ir todos os dias a um espaço onde podia pastar. Nos últimos meses, porém, ele passou a enfrentar problemas de saúde e deixou de ver o animal diariamente.
“Desde que descobriu que estava com três tumores cerebrais, em novembro de 2025, ficou sem ver a Nina todos os dias”, resumiu a filha.
Após sair do hospital, Pedro passou a morar com Daiane, onde recebeu os cuidados da família. Como o local ficava distante da casa dele, ele passou cerca de um mês e meio sem ver a égua — entre 17 de novembro e 1º de janeiro de 2026.
No primeiro dia do ano, Pedro foi até o rancho onde Nina estava sendo cuidada para visitá-la.
“Depois desse dia, ele a viu mais duas vezes. Uma delas foi na semana passada, quando já estava bem debilitado”, contou.
Antes de Nina, Pedro teve o cavalo Pingo por 33 anos. O animal foi enterrado em frente à casa dele.
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